10 formas que a minha vida mudou com a Liti — para além dos números na balança

Mão segurando uma lâmpada apagada, em frente a um fundo azul e laranja
Talvez uma jornada de perda de peso e mudança na composição corporal fique excessivamente focada em, bem, números. Afinal, métricas permitem que a gente acompanhe a evolução de uma forma objetiva, e são um baita aliado para o diagnóstico médico.Mas as mudanças na balança são consequências de mudanças de comportamentos. E os impactos destes novos hábitos vão muito além de números. Vou trazer aqui um pouquinho de como a minha vida mudou desde que comecei na Liti. E espero que você consiga identificar também as pequenas mudanças que agora fazem parte do seu novo estilo de vida e sua nova identidade — de formas que a gente nem mesmo imaginava ser tão fácil de fazê-las.

Talvez uma jornada de perda de peso e mudança na composição corporal fique excessivamente focada em, bem, números. Afinal, métricas permitem que a gente acompanhe a evolução de uma forma objetiva, e são um baita aliado para o diagnóstico médico.

Mas as mudanças na balança são consequências de mudanças de comportamentos. E os impactos destes novos hábitos vão muito além de números. Vou trazer aqui um pouquinho de como a minha vida mudou desde que comecei na Liti. E espero que você consiga identificar também as pequenas mudanças que agora fazem parte do seu novo estilo de vida e sua nova identidade — de formas que a gente nem mesmo imaginava ser tão fácil de fazê-las.


1. Proteínas
Se tem uma coisa que mudou radicalmente na minha alimentação, foi priorizar as proteínas em todas as refeições. Aumentei quantidade, aumentei frequência e aumentei meu conhecimento sobre o que de fato é proteína (para minha surpresa o queijo e shimeji não são boas opções). Passou a ser bacana optar mais por esses pratos nos restaurantes, coisas que muitas vezes nem dava a chance por ir sempre na massa ou no risoto. E elas se encaixaram super bem! Dá-lhe músculos!


2. A panqueca com banana de pré treino
Eu tinha um costume de muitas vezes ir treinar sem comer nada, ou comendo coisas que não caiam bem. Testei várias opções de acordo com a sugestão da minha médica e achei uma que se encaixou super: a panqueca de ovo com banana. É ridiculamente simples (amassar a banana, misturar com um ovo e colocar em fogo baixo na frigideira), é deliciosa e me dá a energia para meus treinos de atletismo, sem que eu chegue excessivamente cansada ao final. Aliás eu gosto tanto que passou a ser minha motivação pra sair da cama logo cedo 😏


3. Musculação
Eu nunca gostei muito de academia e sempre me considerei como alguém fraca e da corrida. Pra que treinar força se o meu objetivo era correr? Considerava uma perda de tempo de treino. Mas finalmente entendi a importância dos treinos de força pro meu metabolismo e para construir uma reserva de massa muscular, e que isso que determinaria a capacidade do meu corpo de 1) não ter lesões e 2) não ficar doente — as duas coisas que mais prejudicavam meu treino de corrida. E, bem, virou meu tempo de ouvir minhas músicas, dançar nas pausas do exercício enquanto ninguém olha e sentir que agora eu posso sim ser uma pessoa forte que abre as garrafas e levanta a própria mala — e isso é extremamente emponderante.


4. Menos sucos, mais frutas
Sempre fui fã de um suquinho, e encarava ele como uma opção saudável, tal qual as frutas. No entanto, fui surpreendida ao saber das diferenças no consumo dos dois: a quantidade de calorias, a absorção dos nutrientes, a quantidade de fibras, o pico glicêmico e os — pasmem- risco de câncer no intestino. Água com gás com limão espremido virou minha nova queridinha, fazendo com que eu termine as refeições me sentindo muito mais leve e limpando o paladar, e o doce sabor das frutas agora vem sempre acompanhados de muita textura e crocância.


5. Meu consumo de álcool
“Bebo socialmente” — quem nunca? Mas mesmo nesse consumo casual, social e inofensivo, podem ter padrões não interessantes, que são relevantes de questionarmos e os ressignificarmos. Contextos onde há uma associação automática com o beber, para além de uma real vontade, ou então um automaticismo no reencher do copo que leva a uma quantidade além da ideal que traz prazer. Foi interessante notar como fiquei mais “sensível” a essas percepções e como redefini certas regras internas para quando faz sentido para mim beber.


6. Cozinhar
Eu já fui a pessoa que jantava pipoca e sorvete por preguiça de cozinhar. Ok, isso foi vidas atrás, no alto dos meus 17 anos e a primeira vez morando sozinha, mas ainda assim cozinhar todo dia não fazia parte da minha rotina. Com a Liti resolvi dar uma chance para preparos rápidos e saudáveis, e que surpresa deliciosa! Virou a minha terapia, meu momento de me desconectar e focar em pequenas tarefas. Preparar a minha comida virou um ato de autocuidado, um exercício de criatividade, um momento de experimentação, risco e rebeldia, com direito a muitos prazeres sensoriais como recompensa.


7. Novos hobbies
Muito do que extraímos de prazer dos nossos gostos está associado a certos atributos, que podemos obter com outras coisas. Algo muito importante para mim é degustar, comparar, experimentar. Consigo isso do vinho, da cerveja artesanal, de chocolates. Mas também tenho isso nas diferentes cápsulas de nespresso, nos chás a granel, nos temperos excêntricos, e permitir-me investir mais nessas coisas tem sido um enorme prazer no dia a dia.


8. Uma novo olhar no supermercado
A inserção e priorização de novos alimentos faz com que percebamos coisas que não reparávamos antes. Hoje, passo reto por certos corredores do mercado antes tão frequentados e adoro passear com calma pelo hortifruti. Você já parou para reparar que bonitos são as frutas, legumes e verduras? 50 tons de verde, o rosa radioativo da pitaya, o brilhante escuro da beringela… Ir na feira, então? Passeio de milhões!


9. Uma reflexão sobre o que é diversão
Comumente associamos os momentos de prazer e lazer a situações com comidas (pouco saudáveis) e bebida. Encontrar um amigo = ir a um bar ou restaurante. Tentando questionar novamente as minhas “opções padrões” para tais tipos de encontros, tive que buscar alternativas que quiçá não daria chances para experimentar e sentir que gosto. Troquei em algumas ocasiões o bar pelo escape 60, clube do livro e ida a museus. O date com vinho e delivery virou date fazendo hambúrguer artesanal e lasanha de berinjela (+ barato e + gostoso). Descobri que música, cultura, esportes e natureza me fazem muito feliz — e que são coisas que quero mais presente nos meus finais de semana, para além dos tradicionais restaurantes, docerias e bares.


10. Um entendimento que para acertar é preciso errar
Acho que o principal aprendizado de todo este processo foi que estou lidando com uma mudança de estilo de vida, e não com escolhas únicas. Minhas escolhas de hoje impactam na escolha de amanhã. Fazer uma escolha “saudável” hoje pode levar a uma escolha mais calórica amanhã se não gerar aprendizado e for só pautado no controle, e o oposto é verdadeiro: talvez a única forma de mudar como encaro certas tentações e vontades é experimentando, errando, me arrependendo e então tendo a motivação para mudar. Acho que isso traz um pouco mais de leveza a situações onde não teria como antecipar a melhor estratégia, mas também incorre em uma postura ativa frente a momentos onde fiz escolhas não tão bacanas pra minha vida. Entender o que vale a pena e o que é uma influência ou uma decisão precipitada tem sido um trabalho de formiguinha e olhar com mais carinho e cautela para isso rende vários aprendizados, ciente de que é um processo de constante adaptação e aperfeiçoamento.

Flora é líder de ciências comportamentais na Liti e atleta. Quer saber mais? Agende uma consulta comportamental gratuita conosco aqui.