Transtorno de compulsão alimentar: a importância do tratamento multidisciplinar centrado no indivíduo
Você já deve ter ouvido alguém falar que come compulsivamente.
A menção ao transtorno de compulsão alimentar (TCA) vem se tornando mais frequente na mídia nos últimos anos. No longa-metragem The Whale, de 2022 e indicado ao Oscar, o protagonista apresenta TCA, dentre outros diagnósticos, e seu sofrimento é marcante.
Entretanto, diferente do que se pode pensar, o quadro não se resume a episódios isolados de consumo de uma maior quantidade de alimentos, como, por exemplo, uma feijoada no almoço de sábado. Além disso, não é uma condição exclusiva de indivíduos que convivem com sobrepeso ou obesidade. O diagnóstico exige critérios específicos e evidência de prejuízo da qualidade de vida de quem convive com os sintomas.
Os episódios de compulsão alimentar costumam envolver o consumo de uma quantidade grande de alimentos em um período curto de tempo (2 horas ou menos) e são acompanhados da sensação de descontrole sobre a ingesta. O consumo alimentar é veloz, mesmo na ausência de fome, até sentir-se desconfortavelmente cheio. Frequentemente ocorrem quando se está sozinho, pelo constrangimento sobre o volume de comida ingerido. Sentimentos de culpa e sofrimento são comuns após os eventos e há uma frequência mínima de 1 episódio por semana, por 3 meses.
O TCA está relacionado a outras comorbidades, principalmente a transtornos de humor, como transtorno bipolar, ansiedade e depressão, em 80% dos casos. Em 20%, associa-se ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), caracterizado por falta de atenção, dificuldade de concentração, inquietação e impulsividade.
Reconhecer o quadro é essencial para procura de ajuda e início de tratamento. O acompanhamento de pessoas com TCA envolve uma equipe especializada multidisciplinar composta por médico, nutricionista e psicoterapeuta. O tratamento conjunto das comorbidades também é peça-chave no processo.
Os pilares do tratamento são:
- Reeducação alimentar: com base em escolhas mais naturais, sem restrições intensas ou específicas de macronutrientes (carboidratos, por exemplo) e exercitando a mudança da relação com a comida.
- Estilo de vida ativo: para cultivar os benefícios físicos e também psíquicos relacionados à atividade física.
- Psicoterapia: a terapia cognitivo comportamental costuma ser uma modalidade de sucesso no seguimento desses pacientes. O objetivo é abordar pensamentos disfuncionais e hábitos relacionados à alimentação, para reduzir a frequência de episódios de compulsão alimentar.
- Medicação: a Lisdexanfetamina (nomes comerciais: Venvanse, Elvanse, Juneve) é o único fármaco, com aprovação em bula, para tratamento de casos moderados a graves de TCA. É um medicamento psicoestimulante, com indicação de uso para pacientes com quadro de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, com o potencial de dependência se usado sem indicação e acompanhamento adequados. Portanto, é mais um pilar terapêutico para casos selecionados.
Por fim, reforçamos a importância do reconhecimento do transtorno de compulsão alimentar para oferecimento de um tratamento completo, multidisciplinar, baseado principalmente em mudança de hábitos e da relação do próprio indivíduo com a alimentação.
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